Pena que muitos jornalistas confundam esse direito fundamental para a democracia em oba-oba; em "pode falar o que quiser de quem quer que seja". Pena que alguns humoristas jornalistas usem esse direito para fazer chacota (muitas vezes até merecida; mas ainda assim absurda) contra as pessoas.
Pena que nem sempre essa liberdade seja livre; já que é sujeita à vontade/interesse de grupos ou pessoas...e que nem sempre ela signifique que o que será noticiado corresponde à realidade dos fatos.
Enfim, pena.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Hoje é o dia Mundial do Parto em Casa
Então. Eu faço parte de um grupo pequeno, mas crescente no Brasil: o das mulheres que optaram e planejaram ter seus filhos no aconchego dos seus lares.
Por que decidi assim?
Simplesmente porque me pareceu, à época, o certo a se fazer. Eu estava perfeitamente saudável, gestação sem nenhuma intercorrência, todos os exames com resultados ótimos. Nada indicava que eu precisaria de socorro médico-hospitalar. Tudo indicava que meu parto seria o que ele de fato foi: um evento natural e fisiológico.
Além desta razão, havia uma outra: eu não queria que minha filha viesse ao mundo através de uma cirurgia. Também não desejava nenhuma intervenção médica desnecessária. Não queria, por exemplo, analgesia; nem soro com hormônio sintético...e tinha absoluto pavor da tal da episiotomia (aquele corte láááá em baixo que se faz para "facilitar" o parto). E, como diria a minha avó, "a facilidade facilita"; quanto mais longe eu estivesse de bisturis, agulhas e remédios, maiores as chances de eu conseguir meu parto como eu desejava.
Mas a coisa não é simplesmente assim: vou parir em casa. E aí senta no sofá e espera a hora chegar...ou chama uma parteira com rezas e ervas. Não. O parto domiciliar moderno, como foi o meu, tem muitas e rigorosas regras de segurança.
A primeira é exatamente essa que falei antes: só concorre ao parto domiciliar a gestante de baixo risco, sem intercorrências sérias durante a gestação, com exames em dia e sem nenhuma doença que aumente os riscos de hemorragia, por exemplo. Para saber se você se enquadra neste grupo, um bom pré-natal (com um obstetra que apoie o parto natural, evidentemente) é mais do que fundamental.
A segunda regra é estar a, no máximo, 15min de carro de um hospital. E ter tudo planejado para o caso de haver necessidade de remoção durante ou depois do parto. É meio esquisita essa parte, mas é fundamental você saber para onde irá, que médico irá te atender (chamamos de médico back up), quem irá dirigir o carro, qual será o percurso, quem cuidará dos filhos mais velhos, se houver...combinar isso tudo com os envolvidos (e avisá-los quando o parto começar). É importante para no caso de haver (toc toc toc) uma emergência, ninguém ficar igual barata tonta.
Terceira regra, correlata à última: redigir um bom e completo Plano de Parto, Colocar no papel seus desejos, seus planos, e principalmente o que você não quer de jeito nenhum. Quanto mais completo seu plano, maiores as chances de você ser atendida. Ah! E fazer todos os envolvidos lerem, discutirem e assinarem antes. Dá tempo! Você tem nove meses para isso!
Última (e importantíssima) regra de segurança: escolher uma equipe capacitada para acompanhar seu parto domiciliar. As parteiras modernas levam um verdadeiro arsenal para a sua casa. Tudo o que pode ser necessário para monitorar seu bebê e você; e para agir numa eventual emergência está lá. Elas são pessoas capacitadas para identificar e tratar essas emergências. Parto em casa desassistido é perigoso! Não é isso o que eu recomendo, ok? Elas são peça chave no parto domiciliar, e precisam estar a par dos seus exames, da sua gestação e dos seus desejos. E devem, também, ler e assinar seu Plano de Parto.
Além disso tudo, se você quiser (e eu acho que vale a pena) contrate uma doula. Ela não está lá para ajudar as parteiras, nem para monitorar nada. Ela está lá para dar conforto físico e emocional pra mãe. Gente, eu tive uma e é tudo de bom nessa vida!
Tudo isso planejado, combinado, verificado...bom parto!!
PS - quem me conhece sabe que eu desafortunadamente tive uma hemorragia pós-parto. Graças às medidas de segurança que tomei, fui socorrida em casa pela parteira, transferida para meu hospital de referência e socorrida lá pela minha médica back up...e por isso mesmo estou aqui contando essa história.
Por que decidi assim?
Simplesmente porque me pareceu, à época, o certo a se fazer. Eu estava perfeitamente saudável, gestação sem nenhuma intercorrência, todos os exames com resultados ótimos. Nada indicava que eu precisaria de socorro médico-hospitalar. Tudo indicava que meu parto seria o que ele de fato foi: um evento natural e fisiológico.
Além desta razão, havia uma outra: eu não queria que minha filha viesse ao mundo através de uma cirurgia. Também não desejava nenhuma intervenção médica desnecessária. Não queria, por exemplo, analgesia; nem soro com hormônio sintético...e tinha absoluto pavor da tal da episiotomia (aquele corte láááá em baixo que se faz para "facilitar" o parto). E, como diria a minha avó, "a facilidade facilita"; quanto mais longe eu estivesse de bisturis, agulhas e remédios, maiores as chances de eu conseguir meu parto como eu desejava.
Mas a coisa não é simplesmente assim: vou parir em casa. E aí senta no sofá e espera a hora chegar...ou chama uma parteira com rezas e ervas. Não. O parto domiciliar moderno, como foi o meu, tem muitas e rigorosas regras de segurança.
A primeira é exatamente essa que falei antes: só concorre ao parto domiciliar a gestante de baixo risco, sem intercorrências sérias durante a gestação, com exames em dia e sem nenhuma doença que aumente os riscos de hemorragia, por exemplo. Para saber se você se enquadra neste grupo, um bom pré-natal (com um obstetra que apoie o parto natural, evidentemente) é mais do que fundamental.
A segunda regra é estar a, no máximo, 15min de carro de um hospital. E ter tudo planejado para o caso de haver necessidade de remoção durante ou depois do parto. É meio esquisita essa parte, mas é fundamental você saber para onde irá, que médico irá te atender (chamamos de médico back up), quem irá dirigir o carro, qual será o percurso, quem cuidará dos filhos mais velhos, se houver...combinar isso tudo com os envolvidos (e avisá-los quando o parto começar). É importante para no caso de haver (toc toc toc) uma emergência, ninguém ficar igual barata tonta.
Terceira regra, correlata à última: redigir um bom e completo Plano de Parto, Colocar no papel seus desejos, seus planos, e principalmente o que você não quer de jeito nenhum. Quanto mais completo seu plano, maiores as chances de você ser atendida. Ah! E fazer todos os envolvidos lerem, discutirem e assinarem antes. Dá tempo! Você tem nove meses para isso!
Última (e importantíssima) regra de segurança: escolher uma equipe capacitada para acompanhar seu parto domiciliar. As parteiras modernas levam um verdadeiro arsenal para a sua casa. Tudo o que pode ser necessário para monitorar seu bebê e você; e para agir numa eventual emergência está lá. Elas são pessoas capacitadas para identificar e tratar essas emergências. Parto em casa desassistido é perigoso! Não é isso o que eu recomendo, ok? Elas são peça chave no parto domiciliar, e precisam estar a par dos seus exames, da sua gestação e dos seus desejos. E devem, também, ler e assinar seu Plano de Parto.
Além disso tudo, se você quiser (e eu acho que vale a pena) contrate uma doula. Ela não está lá para ajudar as parteiras, nem para monitorar nada. Ela está lá para dar conforto físico e emocional pra mãe. Gente, eu tive uma e é tudo de bom nessa vida!
Tudo isso planejado, combinado, verificado...bom parto!!
PS - quem me conhece sabe que eu desafortunadamente tive uma hemorragia pós-parto. Graças às medidas de segurança que tomei, fui socorrida em casa pela parteira, transferida para meu hospital de referência e socorrida lá pela minha médica back up...e por isso mesmo estou aqui contando essa história.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Senhor Penico
Uma das coisas que mais me apavoravam quando pensava em ser mãe, certamente era o desfralde. Entrava em pânico só de pensar que esse dia chegaria. Quando ela ainda era um bebezinho, pensei em praticar EC, acho que muito mais para não ter que passar pelo desfralde! Bom, não rolou o EC, então vamos ter que tirar as fraldas dessa menina.
Bom, sou absolutamente contrária a imposições. Então, resolvi deixar as coisas acontecerem como tinham que ser. Parti do princípio de que ninguém mentalmente sadio chega à adolescência usando fraldas...ela avisaria quando estivesse pronta.
E foi assim que, há algum tempo, ela começou a avisar quando fazia xixi e/ou cocô. Tentamos sem sucesso fazer algumas vezes no vaso sanitário, com o redutor, mas ela curtia sentar, fingia fazer o xixi, mas não saía nada...e assim os dias foram passando.
Impressionante como as pessoas se prendem a prazos e datas. Cansei de escutar que ela "estava velha" para as fraldas; que eu tinha que "aproveitar o verão" para desfraldar (tem coisa mais sem sentido que isso??). Teve gente presenteando calcinha e perguntando se eu queria um penico de presente.
Não. Eu não queria.
Até que eu percebi que ela queria um penico. Fomos juntas à loja, ela sentou em todos os modelos "sem pilha" (por que raiso os penicos agora funcionam com pilha?) e escolheu aquele que ela quis. Voltamos para casa felizes com a nova aquisição, que passou a habitar nosso banheiro.
Ela brincou muito com o penico. Fingia fazer xixi e cocô muitas vezes. Fazer que é bom, necas.
Até que...
Ela passou a levantar comigo todos os dias. Enquanto eu fazia meu xixi, ela sentava no penico dela. Primeiro com roupa, depois sem a fralda...um dia, quando eu menos esperava, ela fez o xixi! Festa! Apito! Abraço!!
Agora estamos assim: quando ela quer, usa a calcinha; quando prefere, usa a fralda. Até agora temos 3 xixis no penico, um na cama e todos os outros na fralda. Todos os cocôs são na fralda (quando ela está de calcinha, pede a fralda para fazer).
A família ainda não sabe. Não quero que ela se sinta pressionada.
E assim nós vamos...até aqui não está sendo nada complicado cmo eu imaginava! Que bom.
Bom, sou absolutamente contrária a imposições. Então, resolvi deixar as coisas acontecerem como tinham que ser. Parti do princípio de que ninguém mentalmente sadio chega à adolescência usando fraldas...ela avisaria quando estivesse pronta.
E foi assim que, há algum tempo, ela começou a avisar quando fazia xixi e/ou cocô. Tentamos sem sucesso fazer algumas vezes no vaso sanitário, com o redutor, mas ela curtia sentar, fingia fazer o xixi, mas não saía nada...e assim os dias foram passando.
Impressionante como as pessoas se prendem a prazos e datas. Cansei de escutar que ela "estava velha" para as fraldas; que eu tinha que "aproveitar o verão" para desfraldar (tem coisa mais sem sentido que isso??). Teve gente presenteando calcinha e perguntando se eu queria um penico de presente.
Não. Eu não queria.
Até que eu percebi que ela queria um penico. Fomos juntas à loja, ela sentou em todos os modelos "sem pilha" (por que raiso os penicos agora funcionam com pilha?) e escolheu aquele que ela quis. Voltamos para casa felizes com a nova aquisição, que passou a habitar nosso banheiro.
Ela brincou muito com o penico. Fingia fazer xixi e cocô muitas vezes. Fazer que é bom, necas.
Até que...
Ela passou a levantar comigo todos os dias. Enquanto eu fazia meu xixi, ela sentava no penico dela. Primeiro com roupa, depois sem a fralda...um dia, quando eu menos esperava, ela fez o xixi! Festa! Apito! Abraço!!
Agora estamos assim: quando ela quer, usa a calcinha; quando prefere, usa a fralda. Até agora temos 3 xixis no penico, um na cama e todos os outros na fralda. Todos os cocôs são na fralda (quando ela está de calcinha, pede a fralda para fazer).
A família ainda não sabe. Não quero que ela se sinta pressionada.
E assim nós vamos...até aqui não está sendo nada complicado cmo eu imaginava! Que bom.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O machismo nosso de cada dia
Acho que eu tinha uns 16, 17 anos. Uma menina, portanto.
Era a primeira vez que eu ia me depilar sozinha, sem a minha mãe. Menstruei tarde, meus pelos demoraram a crescer...eu estava finalmente virando mulher.
Cheguei ao salão atrapalhada, emcabulada. Pedi o serviço, me levaram para o fundo do estabelecimento. Para minha surpresa, quem me atendeu foi um homem. Fiquei assustada, devo ter mostrado isso na minha expressão. Ele me acalmou "tudo será feito com o máximo de profissionalismo".
Eu queria ser adulta. Queria parecer confiante. Me deixei ficar.
Ele me fez tirar a calcinha. Ele me depilou.
Ele me apalpou.
Ele gemeu.
Eu tremi.
Eu saí daquela sala arrasada, subjugada, humilhada. O que eu fiz? PAGUEI A CONTA e saí.
É. Eu paguei para ser violentada.
É a primeira vez que conto isso.Minha mãe, minha irmã, meu marido. Ninguém sabe disso até hoje.
Ao longo de todos esses anos, a lembrança daquele dia me acompanha. Por muito tempo, considerei que eu era a responsável pelo ocorrido. Afinal, onde já se viu se deixar depilar por um homem?? Hoje eu entendo que fui vítima. Que deveria tê-lo denunciado. Que não tenho que ter vergonha de ser vítima. Mas, quer saber? Eu tenho. Eu não queria ter, mas tenho.
Olho para a minha filha e sofro ao pensar que inevitavelmente ela passará por situação semelhante. Todas nós passamos. O machismo existe sim, nos oprime até hoje, nos subjuga a todas.
Mas a gente se acostuma...a gente nem percebe. A gente finge que não percebe.
Sonho com um mundo diferente. Sonho com um mundo melhor. Assim, quem sabe, minha filha possa olhar serena para a filha dela, sem medo como eu hoje olho minha neném dormir?
Era a primeira vez que eu ia me depilar sozinha, sem a minha mãe. Menstruei tarde, meus pelos demoraram a crescer...eu estava finalmente virando mulher.
Cheguei ao salão atrapalhada, emcabulada. Pedi o serviço, me levaram para o fundo do estabelecimento. Para minha surpresa, quem me atendeu foi um homem. Fiquei assustada, devo ter mostrado isso na minha expressão. Ele me acalmou "tudo será feito com o máximo de profissionalismo".
Eu queria ser adulta. Queria parecer confiante. Me deixei ficar.
Ele me fez tirar a calcinha. Ele me depilou.
Ele me apalpou.
Ele gemeu.
Eu tremi.
Eu saí daquela sala arrasada, subjugada, humilhada. O que eu fiz? PAGUEI A CONTA e saí.
É. Eu paguei para ser violentada.
É a primeira vez que conto isso.Minha mãe, minha irmã, meu marido. Ninguém sabe disso até hoje.
Ao longo de todos esses anos, a lembrança daquele dia me acompanha. Por muito tempo, considerei que eu era a responsável pelo ocorrido. Afinal, onde já se viu se deixar depilar por um homem?? Hoje eu entendo que fui vítima. Que deveria tê-lo denunciado. Que não tenho que ter vergonha de ser vítima. Mas, quer saber? Eu tenho. Eu não queria ter, mas tenho.
Olho para a minha filha e sofro ao pensar que inevitavelmente ela passará por situação semelhante. Todas nós passamos. O machismo existe sim, nos oprime até hoje, nos subjuga a todas.
Mas a gente se acostuma...a gente nem percebe. A gente finge que não percebe.
Sonho com um mundo diferente. Sonho com um mundo melhor. Assim, quem sabe, minha filha possa olhar serena para a filha dela, sem medo como eu hoje olho minha neném dormir?
segunda-feira, 29 de abril de 2013
MAMÃE-CUCA
E lá fui eu tentar fazer esse pão de queijo aqui no final de semana! Tudo o que a Suzy faz é gostoso e eu, que não tenho nem o mesmo talento nem o mesmo conhecimento, tento imitar. Bom até que ficou, mas seguem algumas observações que podem até ser obvias para cozinheiras experientes, mas não o são para euzinha aqui:
- O troço rende muuuuuito. Eu tenho umas 25 ou 30 forminhas de empada e precisei fazer duas fornadas.
- Ninguém avisou que precisava botar sal. Precisa :(
- O meu não ficou assim lindo e rosa como o da Suzy não...ficou marrom.
- No meu forno eles precisaram assar por bem mais tempo que 20 minutinhos. A primeira fornada eu tirei com 20 minutos e tava crua...e murchou....recoloquei no forno e ele influi de novo.
- Na próxima vez vou untar as forminhas. Grudou tudo, foi um caos.
- A segunda fornada eu já deixei mais tempo no forno. Acrescentei o sal (ahááá!) e um pouco de queijo provolone (eu fiz com o minas meia cura porque sou uma mocinha obediente). Ficou bem melhor! Grudou menos.
- Eles não ficaram num formato lá muito normal. Inflaram e ficaram ocos, coo se fossem guarda-chuvas abertos, ou águas vivas...sei lá, algo assim.
- Não fotografei porque, bem, eles ficaram feiosos. Mas aprovei e vou tentar fazer de novo!
- O troço rende muuuuuito. Eu tenho umas 25 ou 30 forminhas de empada e precisei fazer duas fornadas.
- Ninguém avisou que precisava botar sal. Precisa :(
- O meu não ficou assim lindo e rosa como o da Suzy não...ficou marrom.
- No meu forno eles precisaram assar por bem mais tempo que 20 minutinhos. A primeira fornada eu tirei com 20 minutos e tava crua...e murchou....recoloquei no forno e ele influi de novo.
- Na próxima vez vou untar as forminhas. Grudou tudo, foi um caos.
- A segunda fornada eu já deixei mais tempo no forno. Acrescentei o sal (ahááá!) e um pouco de queijo provolone (eu fiz com o minas meia cura porque sou uma mocinha obediente). Ficou bem melhor! Grudou menos.
- Eles não ficaram num formato lá muito normal. Inflaram e ficaram ocos, coo se fossem guarda-chuvas abertos, ou águas vivas...sei lá, algo assim.
- Não fotografei porque, bem, eles ficaram feiosos. Mas aprovei e vou tentar fazer de novo!
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Aos Poucos
Essa semana emiti mais relatórios e documentos no trabalho do que no restante do ano. Semana passada, viajei duas vezes a trabalho.Hoje me dei conta de que minha filha está precisando de uniformes novos, incluindo mochila e sapatos, que ainda são os do ano passado...
Acho que, finalmente, pouco a pouco, estou recuperando minha saúde perdida.
Acho que, finalmente, pouco a pouco, estou recuperando minha saúde perdida.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Quando eu penso nesse dia, lembro com carinho daquela que eu fui; daquela que eu era. Confesso que dá saudade de mim.
Saudade daquela confiança quase tola, algo ingênua de que tudo daria certo. Saudade da certeza de um futuro feliz. Saudade da confiança nas palavras, nos juramentos feitos. Saudade do sorriso pleno.
Tão pouco tempo, tantas experiências. Muitas alegrias mas também muita dor. Mais dor do que eu esperava. Mais dor do que eu queria.
Olho para esta foto e vejo uma menina. Me olho no espelho e vejo uma mulher. Uma mulher ferida, uma mulher marcada...mas principalmente uma mulher que ainda quer ser feliz, ser feliz como a menina era feliz.
Depois desse dia eu mudei de casa 2 vezes, engravidei, pari, brinquei com a morte 2 vezes. Amamentei. Chorei. Também ri. Também fui feliz.
Arrependimentos? Há sim. Mas não muitos. Quando eu jurei, jurei com fé. Jurei pra sempre. Jurei por amor. Muita coisa deu errado, fato. Mas sem aquele dia, sem minha história eu não seria quem eu sou. Não cheguei onde eu queria, mas cheguei aqui de cabeça erguida.
Se não consigo mais a gargalhada de alma, sigo sorrindo de canto.
Se não consigo mais a fé na felicidade, sigo buscando alegria.
Se não consigo mais a paixão, sigo com o amor.
Mas sigo sempre.
Hoje eu quero beijar a menina, dizer que foi muito bom sê-la. Mas quero me despedir da menina. E hora de assumir a mulher. Mulher ferida, sinta meu abraço. Mulher magoada, receba meu carinho. Você errou, mas também erraram com você. Não é culpa de ninguém; é coisa da vida. Viu só? Olha seu coração de mulher vibrando, querendo a paixão da menina? Você é forte. Você consegue.
Saudade daquela confiança quase tola, algo ingênua de que tudo daria certo. Saudade da certeza de um futuro feliz. Saudade da confiança nas palavras, nos juramentos feitos. Saudade do sorriso pleno.
Tão pouco tempo, tantas experiências. Muitas alegrias mas também muita dor. Mais dor do que eu esperava. Mais dor do que eu queria.
Olho para esta foto e vejo uma menina. Me olho no espelho e vejo uma mulher. Uma mulher ferida, uma mulher marcada...mas principalmente uma mulher que ainda quer ser feliz, ser feliz como a menina era feliz.
Depois desse dia eu mudei de casa 2 vezes, engravidei, pari, brinquei com a morte 2 vezes. Amamentei. Chorei. Também ri. Também fui feliz.
Arrependimentos? Há sim. Mas não muitos. Quando eu jurei, jurei com fé. Jurei pra sempre. Jurei por amor. Muita coisa deu errado, fato. Mas sem aquele dia, sem minha história eu não seria quem eu sou. Não cheguei onde eu queria, mas cheguei aqui de cabeça erguida.
Se não consigo mais a gargalhada de alma, sigo sorrindo de canto.
Se não consigo mais a fé na felicidade, sigo buscando alegria.
Se não consigo mais a paixão, sigo com o amor.
Mas sigo sempre.
Hoje eu quero beijar a menina, dizer que foi muito bom sê-la. Mas quero me despedir da menina. E hora de assumir a mulher. Mulher ferida, sinta meu abraço. Mulher magoada, receba meu carinho. Você errou, mas também erraram com você. Não é culpa de ninguém; é coisa da vida. Viu só? Olha seu coração de mulher vibrando, querendo a paixão da menina? Você é forte. Você consegue.
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