Muita gente confunde "não bater" com "não disciplinar". Pena.
Minha filha sabe respeitar regras...mas ela é uma criança e, como tal, faz coisas de criança. Chora de sono/fome/cansaço...se joga no chão do shopping e cospe no chão da igreja. Todas as vezes que isso ocorre, faço o que acho que devo: converso, negocio, explico e, se nada resolver, vou-me embora do local.
Embora ela seja, na imensa maioria do tempo, uma criança de facílimo trato, ela tem seus momentos de "fúria". Aí que fico triste, pois parece às vezes que, pelo fato de eu não bater/colocar de castigo, tenho a obrigação de ter uma criança perfeita. Todo mau comportamento é creditado à falta de palmada. Chato isso...desgastante.
É o mesmo com o parto. Criança nascida em casa não pode ter problemas de saúde; nem a mãe. É tudo culpa do parto em casa...desgastante.
Pronto. Desabafei.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
Adeus, Fraldas
Foi tudo tão fácil que até agora não acredito. Isabel não usa mais fraldas. Assim. Simplesmente.
Desde que falei sobre isso por aqui, adquirimos o hábito de levantarmos juntas, e fazer o xixi matinal (eu no vaso e ela no penico) ao mesmo tempo. Depois, perguntava a ela se ela queria colocar fralda ou calcinha...e seguia a vontade da freguesinha. Normalmente, na hora de ir para a pracinha ela aceitava a fralda e assim seguíamos. Isso até sábado...
Sábado amanheceu como todos os outros dias. Levantamos juntas, deixamos papai na cama e fomos fazer nosso xixi. Eu fiz o meu mas ela, bem, não fez em uma gotinha sequer. Mesmo assim, pediu para colocar calcinha. Fiquei bem tensa, pensando na poça que aguardava meu chão, mas coloquei a calcinha como ela pediu.
Tomamos café da manhã, toda hora eu perguntava se ela queria fazer xixi. Não. ela não queria.
Ela acabou de comer e ficou saracuteando pela casa enquanto o pai e eu terminávamos de comer. E eis que, sem dizer palavra, ela abaixa a calcinha, senta no penico, faz xixi e se veste. Sozinha! Avisa depois: "pessoal, fiz xixi!" Pouco depois, mesma coisa: abaixa a calcinha senta, se espreme, fica vermelha e pergunta "mamãe, fiz cocô. E agora?"
E passa o restante do tempo que ficaríamos em casa de calcinha, usando o penico como se sempre tivesse feito aquilo. Mas...a gente ia sair. Para longe!! Pegaríamos ônibus, depois metrô E agora? Seria realmente u a pena não continuar com um processo que começou tão lindo e espontâneo, né não? Seguramos na mão de Deus e fomos de calcinha!!
Chegamos, brincamos, comemos, bebemos...e eu perguntando do xixi a todo instante. Isabel super desenvolta sem a fralda, curtindo a liberdade recém-adquirida. Eu? Bom, eu tava tensa. Até que, finalmente, veio o pedido "mamãe, quero fazer xixi".
Todo mundo sempre me disse que, quando a criança fala isso, é porque ela já está praticamente fazendo. Por isso, e apenas por isso, corri. Peguei a filha pelo braço e saí correndo atrás do banheiro. Estávamos longe. Corri o mais que pude. Chegamos secas. Ufa!! Sonho meu...o banheiro era daqueles que precisam de moeda para entrar. Adivinha onde estava a bolsa? Láááááá em cima, junto com o pai e os nossos amigos. Analisei a situação e decidi esquecer um pouco os bons modos: a situação requeria medidas drásticas. "Filha, vai na moita mesmo."
-Na moita,mamãe?
-É. Vamos praquele cantinho...
-Fora do banheiro? Sem penico?
-É filha. abaixa aqui...isso...agora faz.
-Mas mamãe...eu não sou cachorrinho pra fazer xixi na plantinha!!
Alguém merece lição de moral de criança? Ela estava certissima. Vesti-a o nmais rápido que pude, voltei para o nosso piquenique, peguei a moeda, desci de novo, entramos no banheiro...IMUNDO!!
-Mamãe, esse banheiro está muito sujo...
-Não toca em nada, filha! Vamos tirar a roupa...assim...isso. Mamãe te levanta e te segura...Agora faz seu xixi!
-Mas mamãe...aqui tá muito sujo! Tem cocô por todo lado. Limpa!
-Filha, não dá. Faz assim mesmo.
-Mamãe, não consigo fazer xixi nessa sujeira.
Sacaram o desespero desta pobre mãe? Pânico me definia.
Voltei aos nossos amigos e decretei que iríamos embora. Catar um banheiro para minha filha recém desfraldada virou prioridade.
Liguei para a madrinha-comadre-mestre-lu. estávamos perto da casa dela. Não atendeu.
Liguei pra mamis. Estávamos mais perto da casa dela que da nossa. Atendeu. Não estava em casa. Chegaria em 20 minutos. Bom, em 20 minutos a filha certamente precisaria de um banho, caso não achássemos um banheiro antes. "Vou praí, mãe."
Foi aí que vi uma salvadora Loja Americana. Entrei e procurei logo o banheiro. Não havia banheiro para clientes. Desespero total. Bom, mas lá eles vendem...penico! Comprei um. Mas não. Minha filha não pareceu disposta a fazer xixi num cantinho qualquer, mesmo no seu penico novo.
Pegamos um ônibus e, em vinte minutos e ainda secas, chegamos à casa da minha mãe. Colocamos o penico no chão e...Isabel fez seu xixi lá. Carinha de alívio dela e minha!
Passamos a tarde com minha mãe. Todos os cocôs e xixis foram feitos direitinho no penico. Quer dizer, um escapou um pouquinho porque, né, a brincadeira tava muito divertida. Mesmo assim, nos primeiros pingos ela disse "mamãe, esqueci que tava de calcinha..." Eu a limpei, troquei e só depois ela disse que tinha que "terminar o xixi" no penico.
E aí chegou a noite. E aí eu quis botar fralda para dormir. E aí que ela disse "mas mamãe, eu não uso mais fralda, esqueceu?"
Só consegui colocar a fralda com ela dormindo. Na manhã seguinte, fralda seca e filha frustrada: mas mamãe...eu não uso mais fralda!! Por que você colocou fralda em mim? E foi assim que, depois de um dia inteiro sem nenhum acidente, fazendo tudo, absolutamente tudo no penico, ela dormiu sem fralda. Na madrugada, me perguntou "mamãe, eu estou de fralda ou de calcinha?"
-De calcinha, filha.
-Então eu preciso fazer xixi no meu peniquinho!
E fez!
Isso aconteceu há uma semana e um dia. De lá pra cá, aconteceram exatamente 3 escapes: um diurno, na casa da vovó (que esqueceu de levá-la ao penico) e dois noturnos. Numa das noites, papai esqueceu de levá-la ao penico antes de dormir e na outra ela estava muito cansada e não acordou. No restante do tempo sucesso total! Posso considerar minha filha desfraldada, pois não?
Observações e reflexões
- Quando ela fez 2 anos, foi uma enxurrada de pitaqueiros avisando que estava na hora de tirar as fraldas. Não senti isso na minha filha, bati o pé (nem sempre com educação) e não tirei. O mesmo aconteceu quando chegou o verão. Até penico queriam dar de presente. De novo bati o pé, de novo nem sempre educadamente, de novo não tirei as fraldas naquela ocasião.
- Ela foi a penúltima criança a desfraldar na turminha da creche. Também lá, ouvi algumas solicitações para que desfraldássemos. O método sugerido me pareceu bastante autoritário: tirar as fraldas e pronto. Não fiz. Diante das insistências, inventei que "a psicologa" havia dito que ela estaria passando por um período "traumático" por causa daa minha doença e que, por isso, ela disse para "atrasar" o desfralde. Se alguém da creche ler isso, perdão. Mas é que eu não queria impor um desfralde sem achar que era a hora da minha filha...espero que a amizade continue :)
- Finalmente, desfraldamos no inverno e justamente no momento em que estamos trocando a criança de creche. Sem traumas e sem dificuldade. Acredito que isso seja porque não escolhi o momento de fazer isso: foi ela quem escolheu. Então, ela estava pronta.
- Minha filha é uma lady e praticamente não faz xixi na rua. Orgulho da mamãe ;P
Desde que falei sobre isso por aqui, adquirimos o hábito de levantarmos juntas, e fazer o xixi matinal (eu no vaso e ela no penico) ao mesmo tempo. Depois, perguntava a ela se ela queria colocar fralda ou calcinha...e seguia a vontade da freguesinha. Normalmente, na hora de ir para a pracinha ela aceitava a fralda e assim seguíamos. Isso até sábado...
Sábado amanheceu como todos os outros dias. Levantamos juntas, deixamos papai na cama e fomos fazer nosso xixi. Eu fiz o meu mas ela, bem, não fez em uma gotinha sequer. Mesmo assim, pediu para colocar calcinha. Fiquei bem tensa, pensando na poça que aguardava meu chão, mas coloquei a calcinha como ela pediu.
Tomamos café da manhã, toda hora eu perguntava se ela queria fazer xixi. Não. ela não queria.
Ela acabou de comer e ficou saracuteando pela casa enquanto o pai e eu terminávamos de comer. E eis que, sem dizer palavra, ela abaixa a calcinha, senta no penico, faz xixi e se veste. Sozinha! Avisa depois: "pessoal, fiz xixi!" Pouco depois, mesma coisa: abaixa a calcinha senta, se espreme, fica vermelha e pergunta "mamãe, fiz cocô. E agora?"
E passa o restante do tempo que ficaríamos em casa de calcinha, usando o penico como se sempre tivesse feito aquilo. Mas...a gente ia sair. Para longe!! Pegaríamos ônibus, depois metrô E agora? Seria realmente u a pena não continuar com um processo que começou tão lindo e espontâneo, né não? Seguramos na mão de Deus e fomos de calcinha!!
Chegamos, brincamos, comemos, bebemos...e eu perguntando do xixi a todo instante. Isabel super desenvolta sem a fralda, curtindo a liberdade recém-adquirida. Eu? Bom, eu tava tensa. Até que, finalmente, veio o pedido "mamãe, quero fazer xixi".
Todo mundo sempre me disse que, quando a criança fala isso, é porque ela já está praticamente fazendo. Por isso, e apenas por isso, corri. Peguei a filha pelo braço e saí correndo atrás do banheiro. Estávamos longe. Corri o mais que pude. Chegamos secas. Ufa!! Sonho meu...o banheiro era daqueles que precisam de moeda para entrar. Adivinha onde estava a bolsa? Láááááá em cima, junto com o pai e os nossos amigos. Analisei a situação e decidi esquecer um pouco os bons modos: a situação requeria medidas drásticas. "Filha, vai na moita mesmo."
-Na moita,mamãe?
-É. Vamos praquele cantinho...
-Fora do banheiro? Sem penico?
-É filha. abaixa aqui...isso...agora faz.
-Mas mamãe...eu não sou cachorrinho pra fazer xixi na plantinha!!
Alguém merece lição de moral de criança? Ela estava certissima. Vesti-a o nmais rápido que pude, voltei para o nosso piquenique, peguei a moeda, desci de novo, entramos no banheiro...IMUNDO!!
-Mamãe, esse banheiro está muito sujo...
-Não toca em nada, filha! Vamos tirar a roupa...assim...isso. Mamãe te levanta e te segura...Agora faz seu xixi!
-Mas mamãe...aqui tá muito sujo! Tem cocô por todo lado. Limpa!
-Filha, não dá. Faz assim mesmo.
-Mamãe, não consigo fazer xixi nessa sujeira.
Sacaram o desespero desta pobre mãe? Pânico me definia.
Voltei aos nossos amigos e decretei que iríamos embora. Catar um banheiro para minha filha recém desfraldada virou prioridade.
Liguei para a madrinha-comadre-mestre-lu. estávamos perto da casa dela. Não atendeu.
Liguei pra mamis. Estávamos mais perto da casa dela que da nossa. Atendeu. Não estava em casa. Chegaria em 20 minutos. Bom, em 20 minutos a filha certamente precisaria de um banho, caso não achássemos um banheiro antes. "Vou praí, mãe."
Foi aí que vi uma salvadora Loja Americana. Entrei e procurei logo o banheiro. Não havia banheiro para clientes. Desespero total. Bom, mas lá eles vendem...penico! Comprei um. Mas não. Minha filha não pareceu disposta a fazer xixi num cantinho qualquer, mesmo no seu penico novo.
Pegamos um ônibus e, em vinte minutos e ainda secas, chegamos à casa da minha mãe. Colocamos o penico no chão e...Isabel fez seu xixi lá. Carinha de alívio dela e minha!
Passamos a tarde com minha mãe. Todos os cocôs e xixis foram feitos direitinho no penico. Quer dizer, um escapou um pouquinho porque, né, a brincadeira tava muito divertida. Mesmo assim, nos primeiros pingos ela disse "mamãe, esqueci que tava de calcinha..." Eu a limpei, troquei e só depois ela disse que tinha que "terminar o xixi" no penico.
E aí chegou a noite. E aí eu quis botar fralda para dormir. E aí que ela disse "mas mamãe, eu não uso mais fralda, esqueceu?"
Só consegui colocar a fralda com ela dormindo. Na manhã seguinte, fralda seca e filha frustrada: mas mamãe...eu não uso mais fralda!! Por que você colocou fralda em mim? E foi assim que, depois de um dia inteiro sem nenhum acidente, fazendo tudo, absolutamente tudo no penico, ela dormiu sem fralda. Na madrugada, me perguntou "mamãe, eu estou de fralda ou de calcinha?"
-De calcinha, filha.
-Então eu preciso fazer xixi no meu peniquinho!
E fez!
Isso aconteceu há uma semana e um dia. De lá pra cá, aconteceram exatamente 3 escapes: um diurno, na casa da vovó (que esqueceu de levá-la ao penico) e dois noturnos. Numa das noites, papai esqueceu de levá-la ao penico antes de dormir e na outra ela estava muito cansada e não acordou. No restante do tempo sucesso total! Posso considerar minha filha desfraldada, pois não?
Observações e reflexões
- Quando ela fez 2 anos, foi uma enxurrada de pitaqueiros avisando que estava na hora de tirar as fraldas. Não senti isso na minha filha, bati o pé (nem sempre com educação) e não tirei. O mesmo aconteceu quando chegou o verão. Até penico queriam dar de presente. De novo bati o pé, de novo nem sempre educadamente, de novo não tirei as fraldas naquela ocasião.
- Ela foi a penúltima criança a desfraldar na turminha da creche. Também lá, ouvi algumas solicitações para que desfraldássemos. O método sugerido me pareceu bastante autoritário: tirar as fraldas e pronto. Não fiz. Diante das insistências, inventei que "a psicologa" havia dito que ela estaria passando por um período "traumático" por causa daa minha doença e que, por isso, ela disse para "atrasar" o desfralde. Se alguém da creche ler isso, perdão. Mas é que eu não queria impor um desfralde sem achar que era a hora da minha filha...espero que a amizade continue :)
- Finalmente, desfraldamos no inverno e justamente no momento em que estamos trocando a criança de creche. Sem traumas e sem dificuldade. Acredito que isso seja porque não escolhi o momento de fazer isso: foi ela quem escolheu. Então, ela estava pronta.
- Minha filha é uma lady e praticamente não faz xixi na rua. Orgulho da mamãe ;P
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Hoje é o dia Nacional da Liberdade de Imprensa
Pena que muitos jornalistas confundam esse direito fundamental para a democracia em oba-oba; em "pode falar o que quiser de quem quer que seja". Pena que alguns humoristas jornalistas usem esse direito para fazer chacota (muitas vezes até merecida; mas ainda assim absurda) contra as pessoas.
Pena que nem sempre essa liberdade seja livre; já que é sujeita à vontade/interesse de grupos ou pessoas...e que nem sempre ela signifique que o que será noticiado corresponde à realidade dos fatos.
Enfim, pena.
Pena que nem sempre essa liberdade seja livre; já que é sujeita à vontade/interesse de grupos ou pessoas...e que nem sempre ela signifique que o que será noticiado corresponde à realidade dos fatos.
Enfim, pena.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Hoje é o dia Mundial do Parto em Casa
Então. Eu faço parte de um grupo pequeno, mas crescente no Brasil: o das mulheres que optaram e planejaram ter seus filhos no aconchego dos seus lares.
Por que decidi assim?
Simplesmente porque me pareceu, à época, o certo a se fazer. Eu estava perfeitamente saudável, gestação sem nenhuma intercorrência, todos os exames com resultados ótimos. Nada indicava que eu precisaria de socorro médico-hospitalar. Tudo indicava que meu parto seria o que ele de fato foi: um evento natural e fisiológico.
Além desta razão, havia uma outra: eu não queria que minha filha viesse ao mundo através de uma cirurgia. Também não desejava nenhuma intervenção médica desnecessária. Não queria, por exemplo, analgesia; nem soro com hormônio sintético...e tinha absoluto pavor da tal da episiotomia (aquele corte láááá em baixo que se faz para "facilitar" o parto). E, como diria a minha avó, "a facilidade facilita"; quanto mais longe eu estivesse de bisturis, agulhas e remédios, maiores as chances de eu conseguir meu parto como eu desejava.
Mas a coisa não é simplesmente assim: vou parir em casa. E aí senta no sofá e espera a hora chegar...ou chama uma parteira com rezas e ervas. Não. O parto domiciliar moderno, como foi o meu, tem muitas e rigorosas regras de segurança.
A primeira é exatamente essa que falei antes: só concorre ao parto domiciliar a gestante de baixo risco, sem intercorrências sérias durante a gestação, com exames em dia e sem nenhuma doença que aumente os riscos de hemorragia, por exemplo. Para saber se você se enquadra neste grupo, um bom pré-natal (com um obstetra que apoie o parto natural, evidentemente) é mais do que fundamental.
A segunda regra é estar a, no máximo, 15min de carro de um hospital. E ter tudo planejado para o caso de haver necessidade de remoção durante ou depois do parto. É meio esquisita essa parte, mas é fundamental você saber para onde irá, que médico irá te atender (chamamos de médico back up), quem irá dirigir o carro, qual será o percurso, quem cuidará dos filhos mais velhos, se houver...combinar isso tudo com os envolvidos (e avisá-los quando o parto começar). É importante para no caso de haver (toc toc toc) uma emergência, ninguém ficar igual barata tonta.
Terceira regra, correlata à última: redigir um bom e completo Plano de Parto, Colocar no papel seus desejos, seus planos, e principalmente o que você não quer de jeito nenhum. Quanto mais completo seu plano, maiores as chances de você ser atendida. Ah! E fazer todos os envolvidos lerem, discutirem e assinarem antes. Dá tempo! Você tem nove meses para isso!
Última (e importantíssima) regra de segurança: escolher uma equipe capacitada para acompanhar seu parto domiciliar. As parteiras modernas levam um verdadeiro arsenal para a sua casa. Tudo o que pode ser necessário para monitorar seu bebê e você; e para agir numa eventual emergência está lá. Elas são pessoas capacitadas para identificar e tratar essas emergências. Parto em casa desassistido é perigoso! Não é isso o que eu recomendo, ok? Elas são peça chave no parto domiciliar, e precisam estar a par dos seus exames, da sua gestação e dos seus desejos. E devem, também, ler e assinar seu Plano de Parto.
Além disso tudo, se você quiser (e eu acho que vale a pena) contrate uma doula. Ela não está lá para ajudar as parteiras, nem para monitorar nada. Ela está lá para dar conforto físico e emocional pra mãe. Gente, eu tive uma e é tudo de bom nessa vida!
Tudo isso planejado, combinado, verificado...bom parto!!
PS - quem me conhece sabe que eu desafortunadamente tive uma hemorragia pós-parto. Graças às medidas de segurança que tomei, fui socorrida em casa pela parteira, transferida para meu hospital de referência e socorrida lá pela minha médica back up...e por isso mesmo estou aqui contando essa história.
Por que decidi assim?
Simplesmente porque me pareceu, à época, o certo a se fazer. Eu estava perfeitamente saudável, gestação sem nenhuma intercorrência, todos os exames com resultados ótimos. Nada indicava que eu precisaria de socorro médico-hospitalar. Tudo indicava que meu parto seria o que ele de fato foi: um evento natural e fisiológico.
Além desta razão, havia uma outra: eu não queria que minha filha viesse ao mundo através de uma cirurgia. Também não desejava nenhuma intervenção médica desnecessária. Não queria, por exemplo, analgesia; nem soro com hormônio sintético...e tinha absoluto pavor da tal da episiotomia (aquele corte láááá em baixo que se faz para "facilitar" o parto). E, como diria a minha avó, "a facilidade facilita"; quanto mais longe eu estivesse de bisturis, agulhas e remédios, maiores as chances de eu conseguir meu parto como eu desejava.
Mas a coisa não é simplesmente assim: vou parir em casa. E aí senta no sofá e espera a hora chegar...ou chama uma parteira com rezas e ervas. Não. O parto domiciliar moderno, como foi o meu, tem muitas e rigorosas regras de segurança.
A primeira é exatamente essa que falei antes: só concorre ao parto domiciliar a gestante de baixo risco, sem intercorrências sérias durante a gestação, com exames em dia e sem nenhuma doença que aumente os riscos de hemorragia, por exemplo. Para saber se você se enquadra neste grupo, um bom pré-natal (com um obstetra que apoie o parto natural, evidentemente) é mais do que fundamental.
A segunda regra é estar a, no máximo, 15min de carro de um hospital. E ter tudo planejado para o caso de haver necessidade de remoção durante ou depois do parto. É meio esquisita essa parte, mas é fundamental você saber para onde irá, que médico irá te atender (chamamos de médico back up), quem irá dirigir o carro, qual será o percurso, quem cuidará dos filhos mais velhos, se houver...combinar isso tudo com os envolvidos (e avisá-los quando o parto começar). É importante para no caso de haver (toc toc toc) uma emergência, ninguém ficar igual barata tonta.
Terceira regra, correlata à última: redigir um bom e completo Plano de Parto, Colocar no papel seus desejos, seus planos, e principalmente o que você não quer de jeito nenhum. Quanto mais completo seu plano, maiores as chances de você ser atendida. Ah! E fazer todos os envolvidos lerem, discutirem e assinarem antes. Dá tempo! Você tem nove meses para isso!
Última (e importantíssima) regra de segurança: escolher uma equipe capacitada para acompanhar seu parto domiciliar. As parteiras modernas levam um verdadeiro arsenal para a sua casa. Tudo o que pode ser necessário para monitorar seu bebê e você; e para agir numa eventual emergência está lá. Elas são pessoas capacitadas para identificar e tratar essas emergências. Parto em casa desassistido é perigoso! Não é isso o que eu recomendo, ok? Elas são peça chave no parto domiciliar, e precisam estar a par dos seus exames, da sua gestação e dos seus desejos. E devem, também, ler e assinar seu Plano de Parto.
Além disso tudo, se você quiser (e eu acho que vale a pena) contrate uma doula. Ela não está lá para ajudar as parteiras, nem para monitorar nada. Ela está lá para dar conforto físico e emocional pra mãe. Gente, eu tive uma e é tudo de bom nessa vida!
Tudo isso planejado, combinado, verificado...bom parto!!
PS - quem me conhece sabe que eu desafortunadamente tive uma hemorragia pós-parto. Graças às medidas de segurança que tomei, fui socorrida em casa pela parteira, transferida para meu hospital de referência e socorrida lá pela minha médica back up...e por isso mesmo estou aqui contando essa história.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Senhor Penico
Uma das coisas que mais me apavoravam quando pensava em ser mãe, certamente era o desfralde. Entrava em pânico só de pensar que esse dia chegaria. Quando ela ainda era um bebezinho, pensei em praticar EC, acho que muito mais para não ter que passar pelo desfralde! Bom, não rolou o EC, então vamos ter que tirar as fraldas dessa menina.
Bom, sou absolutamente contrária a imposições. Então, resolvi deixar as coisas acontecerem como tinham que ser. Parti do princípio de que ninguém mentalmente sadio chega à adolescência usando fraldas...ela avisaria quando estivesse pronta.
E foi assim que, há algum tempo, ela começou a avisar quando fazia xixi e/ou cocô. Tentamos sem sucesso fazer algumas vezes no vaso sanitário, com o redutor, mas ela curtia sentar, fingia fazer o xixi, mas não saía nada...e assim os dias foram passando.
Impressionante como as pessoas se prendem a prazos e datas. Cansei de escutar que ela "estava velha" para as fraldas; que eu tinha que "aproveitar o verão" para desfraldar (tem coisa mais sem sentido que isso??). Teve gente presenteando calcinha e perguntando se eu queria um penico de presente.
Não. Eu não queria.
Até que eu percebi que ela queria um penico. Fomos juntas à loja, ela sentou em todos os modelos "sem pilha" (por que raiso os penicos agora funcionam com pilha?) e escolheu aquele que ela quis. Voltamos para casa felizes com a nova aquisição, que passou a habitar nosso banheiro.
Ela brincou muito com o penico. Fingia fazer xixi e cocô muitas vezes. Fazer que é bom, necas.
Até que...
Ela passou a levantar comigo todos os dias. Enquanto eu fazia meu xixi, ela sentava no penico dela. Primeiro com roupa, depois sem a fralda...um dia, quando eu menos esperava, ela fez o xixi! Festa! Apito! Abraço!!
Agora estamos assim: quando ela quer, usa a calcinha; quando prefere, usa a fralda. Até agora temos 3 xixis no penico, um na cama e todos os outros na fralda. Todos os cocôs são na fralda (quando ela está de calcinha, pede a fralda para fazer).
A família ainda não sabe. Não quero que ela se sinta pressionada.
E assim nós vamos...até aqui não está sendo nada complicado cmo eu imaginava! Que bom.
Bom, sou absolutamente contrária a imposições. Então, resolvi deixar as coisas acontecerem como tinham que ser. Parti do princípio de que ninguém mentalmente sadio chega à adolescência usando fraldas...ela avisaria quando estivesse pronta.
E foi assim que, há algum tempo, ela começou a avisar quando fazia xixi e/ou cocô. Tentamos sem sucesso fazer algumas vezes no vaso sanitário, com o redutor, mas ela curtia sentar, fingia fazer o xixi, mas não saía nada...e assim os dias foram passando.
Impressionante como as pessoas se prendem a prazos e datas. Cansei de escutar que ela "estava velha" para as fraldas; que eu tinha que "aproveitar o verão" para desfraldar (tem coisa mais sem sentido que isso??). Teve gente presenteando calcinha e perguntando se eu queria um penico de presente.
Não. Eu não queria.
Até que eu percebi que ela queria um penico. Fomos juntas à loja, ela sentou em todos os modelos "sem pilha" (por que raiso os penicos agora funcionam com pilha?) e escolheu aquele que ela quis. Voltamos para casa felizes com a nova aquisição, que passou a habitar nosso banheiro.
Ela brincou muito com o penico. Fingia fazer xixi e cocô muitas vezes. Fazer que é bom, necas.
Até que...
Ela passou a levantar comigo todos os dias. Enquanto eu fazia meu xixi, ela sentava no penico dela. Primeiro com roupa, depois sem a fralda...um dia, quando eu menos esperava, ela fez o xixi! Festa! Apito! Abraço!!
Agora estamos assim: quando ela quer, usa a calcinha; quando prefere, usa a fralda. Até agora temos 3 xixis no penico, um na cama e todos os outros na fralda. Todos os cocôs são na fralda (quando ela está de calcinha, pede a fralda para fazer).
A família ainda não sabe. Não quero que ela se sinta pressionada.
E assim nós vamos...até aqui não está sendo nada complicado cmo eu imaginava! Que bom.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O machismo nosso de cada dia
Acho que eu tinha uns 16, 17 anos. Uma menina, portanto.
Era a primeira vez que eu ia me depilar sozinha, sem a minha mãe. Menstruei tarde, meus pelos demoraram a crescer...eu estava finalmente virando mulher.
Cheguei ao salão atrapalhada, emcabulada. Pedi o serviço, me levaram para o fundo do estabelecimento. Para minha surpresa, quem me atendeu foi um homem. Fiquei assustada, devo ter mostrado isso na minha expressão. Ele me acalmou "tudo será feito com o máximo de profissionalismo".
Eu queria ser adulta. Queria parecer confiante. Me deixei ficar.
Ele me fez tirar a calcinha. Ele me depilou.
Ele me apalpou.
Ele gemeu.
Eu tremi.
Eu saí daquela sala arrasada, subjugada, humilhada. O que eu fiz? PAGUEI A CONTA e saí.
É. Eu paguei para ser violentada.
É a primeira vez que conto isso.Minha mãe, minha irmã, meu marido. Ninguém sabe disso até hoje.
Ao longo de todos esses anos, a lembrança daquele dia me acompanha. Por muito tempo, considerei que eu era a responsável pelo ocorrido. Afinal, onde já se viu se deixar depilar por um homem?? Hoje eu entendo que fui vítima. Que deveria tê-lo denunciado. Que não tenho que ter vergonha de ser vítima. Mas, quer saber? Eu tenho. Eu não queria ter, mas tenho.
Olho para a minha filha e sofro ao pensar que inevitavelmente ela passará por situação semelhante. Todas nós passamos. O machismo existe sim, nos oprime até hoje, nos subjuga a todas.
Mas a gente se acostuma...a gente nem percebe. A gente finge que não percebe.
Sonho com um mundo diferente. Sonho com um mundo melhor. Assim, quem sabe, minha filha possa olhar serena para a filha dela, sem medo como eu hoje olho minha neném dormir?
Era a primeira vez que eu ia me depilar sozinha, sem a minha mãe. Menstruei tarde, meus pelos demoraram a crescer...eu estava finalmente virando mulher.
Cheguei ao salão atrapalhada, emcabulada. Pedi o serviço, me levaram para o fundo do estabelecimento. Para minha surpresa, quem me atendeu foi um homem. Fiquei assustada, devo ter mostrado isso na minha expressão. Ele me acalmou "tudo será feito com o máximo de profissionalismo".
Eu queria ser adulta. Queria parecer confiante. Me deixei ficar.
Ele me fez tirar a calcinha. Ele me depilou.
Ele me apalpou.
Ele gemeu.
Eu tremi.
Eu saí daquela sala arrasada, subjugada, humilhada. O que eu fiz? PAGUEI A CONTA e saí.
É. Eu paguei para ser violentada.
É a primeira vez que conto isso.Minha mãe, minha irmã, meu marido. Ninguém sabe disso até hoje.
Ao longo de todos esses anos, a lembrança daquele dia me acompanha. Por muito tempo, considerei que eu era a responsável pelo ocorrido. Afinal, onde já se viu se deixar depilar por um homem?? Hoje eu entendo que fui vítima. Que deveria tê-lo denunciado. Que não tenho que ter vergonha de ser vítima. Mas, quer saber? Eu tenho. Eu não queria ter, mas tenho.
Olho para a minha filha e sofro ao pensar que inevitavelmente ela passará por situação semelhante. Todas nós passamos. O machismo existe sim, nos oprime até hoje, nos subjuga a todas.
Mas a gente se acostuma...a gente nem percebe. A gente finge que não percebe.
Sonho com um mundo diferente. Sonho com um mundo melhor. Assim, quem sabe, minha filha possa olhar serena para a filha dela, sem medo como eu hoje olho minha neném dormir?
segunda-feira, 29 de abril de 2013
MAMÃE-CUCA
E lá fui eu tentar fazer esse pão de queijo aqui no final de semana! Tudo o que a Suzy faz é gostoso e eu, que não tenho nem o mesmo talento nem o mesmo conhecimento, tento imitar. Bom até que ficou, mas seguem algumas observações que podem até ser obvias para cozinheiras experientes, mas não o são para euzinha aqui:
- O troço rende muuuuuito. Eu tenho umas 25 ou 30 forminhas de empada e precisei fazer duas fornadas.
- Ninguém avisou que precisava botar sal. Precisa :(
- O meu não ficou assim lindo e rosa como o da Suzy não...ficou marrom.
- No meu forno eles precisaram assar por bem mais tempo que 20 minutinhos. A primeira fornada eu tirei com 20 minutos e tava crua...e murchou....recoloquei no forno e ele influi de novo.
- Na próxima vez vou untar as forminhas. Grudou tudo, foi um caos.
- A segunda fornada eu já deixei mais tempo no forno. Acrescentei o sal (ahááá!) e um pouco de queijo provolone (eu fiz com o minas meia cura porque sou uma mocinha obediente). Ficou bem melhor! Grudou menos.
- Eles não ficaram num formato lá muito normal. Inflaram e ficaram ocos, coo se fossem guarda-chuvas abertos, ou águas vivas...sei lá, algo assim.
- Não fotografei porque, bem, eles ficaram feiosos. Mas aprovei e vou tentar fazer de novo!
- O troço rende muuuuuito. Eu tenho umas 25 ou 30 forminhas de empada e precisei fazer duas fornadas.
- Ninguém avisou que precisava botar sal. Precisa :(
- O meu não ficou assim lindo e rosa como o da Suzy não...ficou marrom.
- No meu forno eles precisaram assar por bem mais tempo que 20 minutinhos. A primeira fornada eu tirei com 20 minutos e tava crua...e murchou....recoloquei no forno e ele influi de novo.
- Na próxima vez vou untar as forminhas. Grudou tudo, foi um caos.
- A segunda fornada eu já deixei mais tempo no forno. Acrescentei o sal (ahááá!) e um pouco de queijo provolone (eu fiz com o minas meia cura porque sou uma mocinha obediente). Ficou bem melhor! Grudou menos.
- Eles não ficaram num formato lá muito normal. Inflaram e ficaram ocos, coo se fossem guarda-chuvas abertos, ou águas vivas...sei lá, algo assim.
- Não fotografei porque, bem, eles ficaram feiosos. Mas aprovei e vou tentar fazer de novo!
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